História

Pavia

Pavia é a freguesia com o agregado populacional mais antigo do Concelho de Mora. São em grande número os monumentos megalíticos que comprovam a sua povoação desde épocas pré-históricas.

Conta a história que no decorrer do século XIII, um grupo de emigrantes italianos chefiado por Roberto de Pavia se fixou na região. Por veneração e recordação da sua terra natal (Pavia, Itália), decidiram atribuir o nome de Pavia àquela que hoje é a nossa Pavia.

Data de 1287 o primeiro documento que comprova a existência de povoado naquele território. Altura esta em que Dom Dinis conferiu à Vila a sua primeira carta de foral. Posteriormente, a 25 de Fevereiro de 1516, Dom Manuel doou a Pavia o seu foral de leitura nova.

Durante algum tempo Pavia permaneceu, por doação, a vários nobres e à coroa.

A sua reforma administrativa deu-se a 6 de Novembro de 1836, fazendo de Pavia sede de Concelho com a integração dos extintos Concelhos das Águias, Cabeção e Mora. Já a 17 de Abril de 1838 a sede de Concelho passou para Mora.

Trata-se de uma Vila tipicamente alentejana, com campos e paisagens a perder de vista, com fauna e flora ricas e diversificadas, com ruas e casas carregadas de simbolismo claramente alentejano, que sem falar fazem um apelo directo à prática de usos e costumes tradicionais.

Na história de Pavia destacam-se duas ilustres personalidades: Fernando Namora e Manuel Ribeiro de Pavia. Fernando Namora ali desempenhou a sua profissão de médico, escreveu sobre as gentes da terra e passou para a tela as suas lindas paisagens. Manuel Ribeiro de Pavia, o pintor que ali nasceu, cujos amigos, Câmara Municipal de Mora e Junta de Freguesia de Pavia homenagearam com a criação de um Museu que reúne e expõe o seu espólio e conta a história da sua vida.

Actualmente a Freguesia de Pavia é composta por duas localidades, Pavia e Malarranha, com um nível populacional a rondar os 932 habitantes (Censos 2011).


Malarranha

A história de Malarranha chega-nos pela boca das suas gentes mais antigas. Contam que em tempos, quando um trabalhador rural andava com o seu arado a lavrar as terras, passou por si um senhor que lhe questionou como lhe corria a vida. Em resposta o trabalhador disse: “Isto mal arranha!”, referindo-se ao desempenho do arado na terra.

E foi a partir desse momento que quem vivia nas redondezas passou a chamar Malarranha ao único monte que ali existia naquela altura e que, acabou por dar origem a esta localidade.

No entanto, houve quem quisesse mudar o nome da aldeia. Nesse mesmo monte existia uma pequena igreja, local de culto para muitos crentes que lá se deslocavam para pagar promessas e rezar ao seu orago, Nossa Senhora do Anjo. Por tal situação, o pároco da altura tentou alterar o nome de Malarranha para Aldeia Nossa Senhora do Anjo.

Graças à população que se insurgiu contra a ideia, a Malarranha de antes é, ainda, a Malarranha de hoje, que a partir daquele monte se foi desenvolvendo aos poucos.

Malarranha pertence à Freguesia de Pavia e tem, aproximadamente, 236 habitantes (Censos 2011).


Heráldica

Brasão
Brasão:
Escudo vermelho, uma anta arqueológica de prata, realçada de negro, em chefe três abelhas de ouro alinhadas em faixa e, em ponta, um ramo de oliveira entre duas espigas de trigo, tudo em ouro, os pés atados por torçal verde. Coroa mural de prata de quatro torres. Listel branco com legenda a negro, em maiúsculas: “Pavia”.

Torres: representam a Vila;
Ouro: representa o sol e significa riqueza;
Vermelho: representa calor, fogo, energia criadora e significa força, vida e alegria;
Verde: representa os campos e significa esperança e abundância;
Negro: representa terra e significa firmeza, honestidade e modéstia;
Anta: simboliza a tradição e a existência de elementos históricos e arqueológicos de início da fundação da Freguesia;
Ramo de oliveira e espigas de trigo: representam as culturas dominantes da região;
Abelhas: simbolizam o trabalho e representam a produção de mel e de cera, uma das riquezas da região.